Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Dezembro 16 2010

  

 

 

Dá-me a tua mão...

serás consolação

nas minhas fragilidades.

 

Comunga comigo

o zunido das vespas,

ajuda-me a despir

as banalidades.

 

Serás minha tábua

na transformação,

afluirá em mim a essência,

a transparência...

como azeite

no cimo da água.

 

E será Natal!

 

As correntes,

as antigas vestes

manchadas do mal,

serão lançadas nas celhas.

 

Vestirei o manto

branco das neves

debroado a verde pinho,

e ambos sorveremos

o mel das abelhas.

 

Contigo de mãos dadas...

seguindo as estrelas,

cantaremos um hino

junto ao presépio

do despido menino!

 

 

 

Oeiras, 2010-12-15

VIRGÍNIA BRANCO

publicado por virginiabranco às 00:06
editado por appoetas em 18/12/2010 às 04:21

Junho 19 2010

  (Nasceu no dia 2 de Junho/ 2010 )

 

Um dia sonhei

com rendinhas e laços,

noutro dia afaguei

a linda Mariana

em meus braços.

 

Um pedacinho de gente,

que chora,

que sonha e que ri.

 

Docinho de mel,

que também grita e clama,

quando sente a dor,

ou se falta a mama.

De veludo a pele

que sinto em carícias.

 

Água pura,

cristalina,

onde aflora a candura

dos anjos do céu,

milagre de amor,

um dedo de Deus.

 

Mar de bonança,

convite a amar,

onda de ternura

que me veio beijar.

 

Meu colo

temperado d'afectos,

embalando os netos

em feliz ó-ó.

Para mais tarde recordar

contarei histórias:

-Era uma vez

uma princesa...

que fez de mim Avó.

 

 

VIRGÍNIA BRANCO

Oeiras, 2010/06/18

publicado por virginiabranco às 22:40

Junho 13 2010

 

REFRÃO

 

Sto António de Lisboa

erudito peregrino,

arauto do Evangelho

que foi sempre o seu menino.

 

 

Santo António milagreiro

de Lisboa és Padroeiro,

e deste país – Portugal.

És Franciscano e Doutor

da Igreja universal.

Sabendo amar a pobreza,

abandonaste a riqueza,

o teu berço maternal.

 

Com o dom da ubiquidade

Cantaste “Hosana” ao Senhor,

enquanto os homens escutavam

teu sermão encantador.

O apelo à conversão:

no povo transformação

Homem velho – Homem Novo.

 

“Arca do Testamento”

d'eloquência divina.

Da escritura ensinamento.

A forma do teu Sermão

foi para o mundo doutrina

numa sólida instrução.

 

Os peixes que convidaste

a ouvirem teu Sermão

em cardume se mostraram

interessados nas palavras

que os homens rejeitavam

e que eram teu condão.

 

Os responsos escutais

os demónios afastando.

Abençoas os casais

unidos pelo amor.

 

Da poesia, da pintura

e da escultura

És fonte de inspiração.

E o povo em gratidão 

sai à rua em procissão

com o Santo no andor.

 

Santo de Todo o Mundo”

movido por amor profundo

martírios, vida e luz,

junto de Pádua

expiraste em agonia.

Ao deixares a vida árdua,

na doçura dos teus lábios

se ouviu:

JESUS....MARIA!

 

 

 

NB -  São Vicente também é Padroeiro / Lisboa

VIRGÍNIA BRANCO

 

 

 

 

publicado por virginiabranco às 00:57

Maio 13 2010

Não quero ser a ponte

onde passa o vaivém

Não é minha sina.

Serei Eu ou o Outro

porque esta força germina

indo mais além.

 

Com o Outro cresço

e pondero,

falo, modero.

Escrevo e comunico.

É pelo Outro que calo,

que parto e reparto.

É pelo Outro que fico.

Que me banho em fragâncias,

encurtando distâncias

em ciclos de rito.

Sobram atitudes,

que me amparam

nas vicissitudes.

 

É o Outro que eu amo,

ou ignoro.

É o Outro que eu choro...

É com o Outro que rio.

 

Ainda sou trave

que estando mais perto,

ouvindo um lamento,

ampara e segura

na hora mais grave

o Outro, no sofrimento.

 

Mas sou Eu,

quem cresce por dentro!

 

 

Oeiras, 2010 /05/12

Virgínia Branco

publicado por virginiabranco às 00:06
editado por appoetas em 27/07/2010 às 01:38

Abril 18 2010

Já foste terra lavrada

semente que germinou.

Já foste donzela amada,

por alguém que te deixou.

 

Aves em debandada,

que matam em ti a saudade

sempre que a nuvem passou.

 

Linda seara

onde o poeta

semeia, colhe e reza...

 

A escrita, a palavra, o poema

lapidação de diamantes.

Ânsia de sublimação.

 

Gritos d'alma,

tempestades,

emoção.

Alquimia

onde a dor se acalma

e a alma serena.

 

Poesia

lindas rosas floridas

pela APP colhidas

em todos os Continentes!

 

O carinho

de quem surge no caminho,

o Boletim

divulgando tuas metas

e o perfume da Internet

fazem de ti Assoc. Portuguesa de Poetas

um jardim sem precedentes!

 

VIRGÍNIA BRANCO

Oeiras 2010/04/18

publicado por virginiabranco às 10:32
editado por appoetas em 27/07/2010 às 01:36

Abril 08 2010

Ser vaga ondulante

mandar a saudade

em navio flutuante.

Não sinto vazio

mas sou alma errante!

Só quero tocar

no fundo do mar

qual alvorada

com meu clarinete!

Dançar com sereias...

acordar os peixes

ver jacto de baleias.

Sentada em corais

não se ouvem ais...

nem gritos humanos.

Só vejo flores...

cardumes, amores

que cantam falsete

quando ouvem o som

do meu clarinete.

As algas marinhas

são florestas minhas,

Jardins Imperiais

que fazem espirais

da minha ilusão.

E as conchas

que trazem as ostras

fechadas em seu seio

tenham de permeio

a pérola brilhante!

Porque isso é o tudo

para aquelas mulheres

que são do meu mundo,

que mergulham fundo

sem poder respirar.

Só quero tocar o meu clarinete!

Dançar com sereias

acordar os peixes

ver jacto de baleias,

ser vaga ondulante...

e trazer como as ostras

fechado em meu seio

O Bem de permeio

como pérola brilhante!

 

VIRGÍNIA BRANCO

Novembro/1999

publicado por virginiabranco às 23:24

Março 21 2010

 

POESIA

 
É o jorrar fluente do poema
no suave deslizar duma caneta.
A sabedoria de um asceta.
O sentir ainda
o doce olhar materno
resignado, puro e santo,
com se fora um manto.
Um raio de sol a despontar...
O recordar-me num poente.
O azul do meu horizonte.
O céu estrelado da minha aldeia.
O luar que meu mar prateia.
Um riacho a murmurar
no verde fresco do prado.
As floridas primaveras.
Os ninhos feitos nas heras.
A candura das crianças.
As flores, suas fragâncias.
Mas a mais sublime,
única rosa do meu roseiral
onde um botão germina
por arte divina.
Místico advento,
realidade, sonho ou utopia.
Sagrado ventre
que meus dedos tocam
Meu canto, minha harpa.
A mais bela melodia.

 
VIRGÍNIA BRANCO
Oeiras, 21/03/2010

 
publicado por virginiabranco às 09:41

Março 20 2010
Poetas que escutam
o germinar das sementes...
 
Olhares inocentes
alimentando a alma de verdade
e de saudade...
 
Seus sonhos de meninos grandes
vagueiam nos jardins da utopia
onde o sol e a lua
iluminan a poesia
e transformam em flores
ervas amargas!
 
O silêncio da noite
é a luz do dia....
onde surgem sinfonias
e ecoam concertos por excelência
na musicalidade das palavras.
 
Onde os versos
exalam perfumes d’eloquência
Como o vulcão espalha a sua lava!

 
Virgínia Branco
publicado por virginiabranco às 00:34
editado por mariaivonevairinho às 03:11

Março 16 2010

 

M O T E
Naquele Pic-Nic de burguesas
Houve uma coisa simplesmente bela
É que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
(Cesário Verde)
 
T R A D I Ç Ã O

 
Num jardim dum palacete
um convívio cumpria a tradição.
Imperava o perfume dos frutos suculentos;
ananazes, melancias....
e os odores que as tendinhas exalavam
convidavam à prova d'iguarias.
Ao calor dos beijos e abraços
juntavam-se francas gargalhadas.
As gargantas mitigavam as securas
e os espíritos esqueciam as agruras,
numa sangria adocicada.
Fora de portas, se os havia, ficaram os ardis.
Era perfeito o colorido da paisagem
em que se ostentavam os rubis,
os brilhantes e turquesas
naquele Pic-Nic de burguesas.

 
No verde esperança do relvado
o amor dava sinal.
Dois jovens enamorados
comprometiam-se para a vida
ao som da marcha nupcial.
Ela amorosamente embevecida.
Ele, qual cavaleiro em busca do graal,
perdeu a altivez por um momento.
Curvou e de joelho em terra
ali a pediu em casamento.
Um sim determinado,
um beijo apaixonado
e um anel selaram o noivado.
Entre a galhofada tagarela
houve uma coisa simplesmente bela.

 
A elegia do amor
É a melhor das sobremesas,
um sublime mundo maior;
É que, sem ter história nem grandezas!

 
Impulsos do coração sempre enobrece,
alavanca que nos move por inteiro.
Não podemos prever o que ele tece
quando surge um sentimento verdadeiro.
Transpondo o momento para a tela
em todo o caso dava uma aguarela.

Oeiras, 2010/0316
Virgínia Branco
publicado por virginiabranco às 11:48
editado por mariaivonevairinho em 20/03/2010 às 03:28

Março 11 2010
A ti mulher
esposa , filha e mãe.
A ti que madrugas
em manhãs de neblina
e vais parindo teus filhos
em horas rasgadas d’esperança.

 
Tu que és feita à semelhança
da flor da vida divina

 
Tu que amamentas à luz das estrelas
A ti que perdoas e
fabricas benquerenças.
A ti que ensinas as regras
e modelas o gesto

 
A ti que a liberdade
amarra à resignação,
quando na tua estrada surgir
apenas uma ida sem volta,
detém-te!..
Olha-te ao espelho,
a ti própria;
despe preconceito velho
e diz - BASTA!
Eu também tenho coração.

 
Virgínia Branco
Oeiras, 2008/03/08
publicado por virginiabranco às 17:47
editado por mariaivonevairinho em 14/03/2010 às 17:30

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
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